
Rede varejista termina operações depois de 45 anos e fecha lojas em todo o Brasil. Entenda os motivos que levaram ao decreto de falência
O setor varejista é o que mais movimenta a economia brasileira. Ainda assim, mesmo assim algumas empresas não conseguem se consolidar no mercado. Além do mais, hoje vamos falar sobre uma rede varejista que já teve 265 unidades no Brasil, mas acabou tendo sua falência decretada.
Por décadas, a rede varejista Arapuã foi sinônimo de crédito fácil, eletrodomésticos acessíveis e conquista para os brasileiros. A marca representava o sonho de consumo de donas de casa, pais de família e jovens casais. Ainda assim, tudo acabou ruindo depois de 45 anos de história.
Como tudo iniciou
A Arapuã foi fundada em Lins, no interior de São Paulo, por Jorge Wilson Simeira Jacob. Conforme informações divulgadas através da Wikipédia, tudo iniciou com uma pequena loja de tecidos herdada depois de o óbito dos pais.
Com 18 anos, Jacob transformou o pequeno comércio em um gigante do varejo nacional. A grande virada ocorreu quando ele decidiu apostar na venda de eletrodomésticos. Mesmo enfrentando dificuldades no começo, ele persistiu e firmou parcerias importantes com marcas como a Walita, impulsionando o crescimento.

Durante a década de 1960, enquanto a inflação derrubava concorrentes, a Arapuã crescia. Entre 1966 e 1971, quase 100 lojas foram abertas. O chamado “Milagre Brasileiro” foi o momento em que a empresa deslanchou de vez.
O grupo Fenícia, dono da Arapuã, não se limitou ao varejo. Passou a investir em vários setores, como fábrica de eletrodomésticos, construtora, banco, chocolate e até extrato de tomate. Essa diversificação parecia promissora, mas com o tempo se tornou um desafio de gestão.
A queda da rede varejista
Nos anos 1990, a Arapuã era chefe em vendas de móveis e eletroeletrônicos. Contudo, o crescimento acelerado iniciou a exigir caro. Em uma tentativa de se recuperar, a empresa fechou 120 lojas de uma só vez, diminuiu o número de produtos e abriu capital na bolsa brasileira e em Nova York.
Nada disso foi suficiente. A crise asiática de 1998, os juros altos e o aumento da inadimplência fizeram a rede entrar em concordata. Na década de 2000, houve várias tentativas de recuperação judicial. Mesmo com planos, negociações e venda de bens, as dívidas continuaram crescendo.

Por final, em 2020, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretou a falência definitiva da Arapuã, encerrando uma trajetória que marcou o comércio brasileiro e deixou saudade.
Quais as maiores varejistas do Brasil?
Conforme um ranking divulgado em 2024 através do portal Acelera Varejo, as maiores varejistas do Brasil em faturamento são lideradas por Carrefour, Assaí e Magazine Luiza, destacando-se tanto no varejo físico quanto no digital. Veja:
- Grupo Carrefour Brasil – Faturamento de R$ 120,6 bilhões.
- Assaí Atacadista – Faturamento de R$ 80,6 bilhões.
- Magazine Luiza (Magalu) – Faturamento de R$ 45,6 bilhões em vendas via marketplaces.
- Grupo Casas Bahia / Via – Faturamento de R$ 36,9 bilhões.
- RaiaDrogasil (RD Saúde) – Faturamento de R$ 36,3 bilhões.
- O Boticário – Faturamento de R$ 30,8 bilhões.
- Grupo Mateus – Faturamento de R$ 25,3 bilhões.
- GPA (Grupo Pão de Açúcar) – Faturamento de R$ 20,6 bilhões.
- Natura &Co – Faturamento de R$ 18,7 bilhões.
- Americanas – Faturamento de R$ 17,4 bilhões.
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Falência decretada e 265 unidades: Qual rede varejista acabou depois de 45 anos no Brasil? .
