
Biometria do INSS será obrigatória com início de novembro de 2025 para novos beneficiários e saiba o que ocorre se recusar
Já não é mais novidade que o governo decidiu dar um novo passo na digitalização dos serviços públicos. Com início de 21 de novembro de 2025, a biometria passará a ser obrigatória para quem for pedir novos benefícios do INSS e ainda não tiver o cadastro feito em nenhuma base oficial.
Entretanto, essa medida, prevista no Decreto nº 12.561/2025, levantou questionamentos em todo o país, principalmente entre idosos. Afinal, quem se recusar a fazer a biometria pode perder o benefício?
A resposta é não, ninguém que já recebe aposentadoria, pensão, BPC/LOAS ou Bolsa Família terá o pagamento suspenso por falta de biometria neste momento.
Essa exigência vale unicamente para novos beneficiários que ainda não possuem registro biométrico em bases oficiais do governo.
Mas é preciso se manter em alerta! E isso vale tanto para compreender o que muda quanto para impedir cair em golpes.
Sendo assim, baseado em informações oficiais do governo e da autarquia, trazemos abaixo tudo o que você deve saber sobre o assunto.
O que muda com a nova exigência?
Conforme dito acima, o cadastro biométrico passa a integrar o processo de concessão de novos benefícios da seguridade social. O objetivo do governo é reforçar a segurança, impedir fraudes e simplificar o acesso a serviços públicos.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Enfrentamento à Fome (MDS), a mudança faz parte de um plano mais amplo de modernização.
Atualmente, mais de 150 milhões de brasileiros já possuem biometria registrada, o que cobre a maioria dos cidadãos atendidos por programas sociais.
Quem já tem biometria vinculada a documentos oficiais, como o Título de Eleitor, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou passaporte emitido através da Polícia Federal, não precisará fazer novo cadastro.
Isso porque os sistemas serão integrados de forma automática.
Como fazer o cadastro biométrico?
O Instituto de Reconhecimento dos estados ou do Distrito Federal realizará o cadastro biométrico através da Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo documento de identidade emitido em todo o país.
O processo não cobra taxa e o cidadão deve realizá-lo pessoalmente
Durante a emissão, o cidadão fornece impressões digitais e uma foto facial, que passam a integrar a base de dados nacional.
Essa integração permitirá que o governo confirme a identidade do beneficiário em qualquer serviço federal, sem necessidade de múltiplos cadastros.
Como coleta?
Além do que, para coletar a biometria do INSS, você pode utilizar o App Meu INSS para fazer o reconhecimento facial, desde que seu cadastro Gov.br esteja em nível prata ou ouro.
Alternativamente, pode ir de forma presencial a uma agência do INSS, CRAS ou banco conveniado.
E se a biometria falhar?
Falhas na leitura biométrica podem ocorrer, principalmente entre idosos, pessoas com deficiência ou com desgaste nas digitais.
Nesses casos, o cidadão deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou uma agência do INSS para registrar a dificuldade e pedir a validação por outro meio.
Mas o governo ressalta que nenhum benefício pode ser cancelado de forma automática por erro de leitura ou ausência de cadastro biométrico, sem que o beneficiário tenha a oportunidade de se regularizar.
MAS ATENÇÃO!
A coleta de dados biométricos é inteiramente gratuita e deve ser feita exclusivamente pelos canais oficiais dos governos federal e estaduais.
O Decreto nº 12.561/2025 e a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) garantem que essas informações não poderão ser compartilhadas com terceiros.
O MDS alerta: nenhum servidor entra em contato por telefone, e-mail ou mensagem pedindo fotos, senhas, dados bancários ou transferências.
Qualquer oferta de “ajuda para fazer o cadastro” fora dos canais oficiais é tentativa de fraude. Mas, para outras informações da autarquia, clique aqui*.
Vou perder o benefício? Regra do INSS mostra o que ocorrerá com os idosos que não fizerem a biometria .